quarta-feira, 27 de junho de 2007

Da minha Morte




Falecerei obviamente do coração
Como deve morrer todo poeta que sofre
Minha morte não mais cruel que a sua
Mas também não é menos dolorida

O homem da foice não me tirará essa fé
De saber que meu coração não suportará
Essa verdade tenho dentro do peito
De tanto que já o fiz bater

As vezes bate mais que um relogio cuco
Causaria inveja à uma bomba de hidrogenio
Começa tão subtamente que acredito ser a hora
Passa-se segundos e minutos, uma hora não...

E não morro.
Mas sofro...
Ainda Vivo...
Um pouco mais morto.

Daí se acalma como uma bonasa
Daquelas após tempestades
De segundos agitados passa para dias cansado
Pobre coração meu, por que o faço sofrer tanto

Ou por que me faz sentir-me um zumbi
Achado que morrei daqui a um segundo
Quando você voltar a bater forte
Quando você voltar a sofrer com meus amores

Um comentário:

Jacqueline disse...

Mesmo pretendendo ser somente uma forma literária, uma obra, qualquer que seja, contém sempre um pouco do autor nela... E putz, que pesar nesta! Um tom quase trágico... O que haverá no autor dessas características?

Beijos!